Janeiro é um mês de oportunidades, em que muitos de nós vivem motivados pela euforia dos desejos de ano novo e definem mudanças radicais nas suas vidas. É algo que acontece talvez porque queremos aproveitar uma oportunidade para virar a página, começar um novo capítulo na nossa história ou realizar o que sempre desejamos. A verdade é que este não é o momento em que vamos virar do avesso a nossa vida ou mudar cada aspeto que nos incomoda.
A mudança exige esforço, resiliência, motivação e é conduzida por consistência ao longo do tempo. Começa com uma escolha, mas vai para além disso. De facto, antes de qualquer mudança ser realizada, é necessário olharmos para dentro, perceber o que queremos mudar, e ainda definir um plano de ação para preparar esta mudança. Estas etapas antecipatórias podem ser longas ou curtas, e dependem das características de cada pessoa e dos contextos onde se encontram inseridas. É importante respeitarmos o nosso tempo e não usarmos a comparação com os outros como base. Quando estamos prontos para a mudança, começamos a fazer esforços para criar um impacto dela visível na nossa vida e vivemos momentos de orgulho, mas também de frustração, em que nos recompensamos e também auto-avaliamos. O apoio daqueles que fazem parte da nossa rede e com os quais podemos contar é essencial. Manter a mudança é capaz de ser tão desafiante como aquele momento inicial em que começamos a dar os primeiros passos para a criar, pois envolve a gestão de uma nova rotina.
Afirmei inicialmente que não é em janeiro, motivados pelo propósito do novo ano, que vamos criar uma mudança real e duradoura. Este pode sim ser um período de reflexão e de contemplação introspectiva. É o início da preparação da mudança, com a calma e consistência que a mesma exige para ter um impacto positivo na nossa qualidade de vida. Olhemos para janeiro como uma oportunidade de relembrarmos a nossa história e de contemplar os capítulos seguintes, sem a pressa de criar uma mudança imediata e pouco preparada.
Que capítulo queres escrever ao longo dos próximos meses?
por Joana Albano.

